segunda-feira, 4 de maio de 2015

FIRJAN lista medidas para minimizar a crise hídrica e seus impactos na indústria fluminense


Crise HidricaCrise HidricaPropostas foram encaminhadas ao governo no estado. Federação destaca importância de acelerar investimentos em saneamento

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro enviou ao governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, nesta terça-feira, 24 de fevereiro, sugestões de medidas para minimizar as consequências da crise hídrica, e preparar a população e as indústrias para o enfrentamento de um período prolongado de escassez.

O setor industrial, responsável por 827 mil empregos diretos, já vem fazendo sua parte: nos últimos dois anos, 56,7% das indústrias fluminenses adotaram ações de racionalização do uso água, o que levou a uma redução de 25,6% no gasto de água nesse período. Os dados são de uma pesquisa recente realizada pela FIRJAN.

Desde o início do ano passado, o volume de água dos quatro reservatórios localizados no Rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento de 75% do estado do Rio, vem diminuindo e ameaça o fornecimento constante de água para mais de 12 milhões de pessoas e mais de 3.800 indústrias, somente no território fluminense.

Desde então, algumas ações foram implementadas pelos órgãos responsáveis, sendo a de maior reflexo a redução das vazões transpostas do Rio Paraíba do Sul para a Bacia do Rio Guandu. Hoje, essa vazão alcança o menor valor já praticado em 85 anos. O Sistema FIRJAN tem representado e apoiado as indústrias fluminenses, desde o início dessas discussões, na busca de soluções que minimizem os impactos dessas reduções na disponibilidade de água e em suas atividades.

Na carta ao governador, o presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, destaca a importância de investimentos em saneamento. Um rio saneado é sinônimo de novas fontes de abastecimento. Entre as medidas sugeridas pela Federação há, por exemplo, a aceleração da implementação da Nova Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, que atenderia adicionalmente 4,5 milhões de consumidores na Baixada Fluminense e Região Metropolitana. A criação de condições diferenciadas e incentivadas para projetos de dessalinização de água do mar é outra ação fundamental apontada pela Federação.

"Temos absoluta certeza de que o Governo do Estado do Rio de Janeiro está empenhado em garantir as condições necessárias para continuarmos no caminho do desenvolvimento sustentável e que uma situação grave como a que passamos hoje demanda esforço e participação de todos", afirma Eduardo Eugenio, na carta.

Confira em anexo o texto na íntegra da carta, em que estão listadas todas as sugestões da FIRJAN.
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